domingo, 8 de maio de 2011

Coisas fofas!


Gente olha que linduus!!! Ameiii!!!

Um dia de Merda

Luiz Fernando Veríssimo (verídico)

Aeroporto Santos Dumont, 15:30. Senti um pequeno mal estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão. “Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo”. O avião só sairia às 16:30.

Entrando no ônibus, sem sanitários, senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto. Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil, falei: “Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro”. Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda. O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: “Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora, devido às obras na pista”. Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento. Suava em bicas.

Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro. O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado. Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada. Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal. Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei sério: “Cara, caguei”.

Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle. “Que se dane, me limpo no aeroporto” – pensei. “Pior que isso não fico”. Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar e, sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Dessa vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés. E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo à liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar, afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado. Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez.

Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada. Finalmente cheguei ao aeroporto e, saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e, entrando de boxe em boxe, constatei a falta de papel higiênico em todos os cinco.

Olhei para cima e blasfemei: “Agora chega, né?” Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.

Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o “check-in” e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um pulôver de gola “V”. A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.

Desesperado, comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e, assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela merda. Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu.

Estava pronto para embarcar. Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola “V”, sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.

Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando “O RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO” e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça se aproximou e perguntou se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir: “Nada, obrigado. Eu só queria esquecer este dia de merda!”

domingo, 24 de abril de 2011

A baiana andando no metro

Baiano quando chega na cidade grande fica todo atrapaiado.... eu comecei a trabalhar aos 17 anos no Bairro da Luz em uma empresa de Comunicação Visual eu era Auxiliar de escritório ou seja (faz tudo), minina boba de tudo. Eu sempre estava na rua fazendo serviços externos. Um dia meu chefe falou que eu tinha quer ir no metro Saúde, beleza. Estava eu na Luz LINHA AZUL eu ia na Saúde LINHA AZUL também, não se esqueçam, mas quando cheguei na Estação Sé a maioria desce pra fazer baldeação é claro que eu também desci dei toda aquela volta e entrei de novo no metro e seguir para a Saúde fiz o que tinha pra fazer voltei fiz a mesma coisa. Meu chefe perguntou se tinha ocorrido tudo bem eu falei que sim, que tinha demorado porque na Sé é sempre cheia e blá, blá...ai ele me perguntou o que eu estava fazendo na Sé, ai eu respondi que estava fazendo baldeação, meu ela caiu na risada e não tinha entendido nada, ele olhou pra mim e falou: - Vanusa pra que tu fez baldeação criatura, tu não tava na linha azul era so ir direito....kkkkkkkkkkkkkkkkk!!! Eu num sabia, eu achei que tinha que fazer....!!!

Coitada da minha barriga

Gente eu parecia um muleque, só vivia correndo, pulando, adorava brincar de "bola"... quando eu tinha uns 11 anos chamei meu irmão pra ir no pé de imbu, algumas pessoas conhece como umbu (fruta típica da caatinga) eu adorava ficar pulando de galho em galho que nem uma macaquinha mesmo, rsrsrs... nesse imbuzeiro tinha um galho que eu só vivia pulando ele tinha mais ou menos 1, 60m pra chegar até o chão. Estava lá meu irmão e eu brincando, quando olhei pra estrada tava vindo um jumento, ai eu falei pro meu irmão: - que vê eu dá um susto naquele jegue? Nisso eu estava no alto do imbuzeiro...me preparei toda. Falei pro meu irmão: - quando o jegue tiver passando aqui embaixo eu vou pular daqui até o galho, certo. Lá vem o jeguin andando bem sossegado me preparei para o bote, quando ele estava bem perto saltei...mas me dei muito mal, as minhas mãos passaram por baixo do galho me esborrachei no chão de barriga para baixo num chão duro  que num tinha uma areinha se quer, fique lá gemendo de dor chorando falando pra meu irmão que tinha quebrado a barriga, acho que fiquei assim uns 10 minutos naquela posição, e o pior é que o jegue nem olhou pra mim...que raiva, e o meu irmão desce do imbuzeiro e fala : - eu te avisei! Uma ova ele nem tinha falado nada.





Para entender

Gente, sou baiana lá no interior do interior da bahia, nasci numa fazenda chamada Fazenda Curtume, nasci de parteira, rs. Tive uma infância humilde mas que não trocaria por nada... conviver com os bichos e matos. Vim pra SP aos 13 anos, para estudar e já estou aqui à 14 anos, meus pais ainda moram lá, sinto muito a falta deles mas é a vida... tenho uma irmã mais velha e um irmão caçula. Quando você mora na roça, suas brincadeiras são aquelas mais simples que se possa imaginar, mas as vezes são as mais gostosas, aprontei um bucadin com meu irmão, ô muleque danado, ele aprontava e eu acabava levando uma surra também, kkkkkk. Oh saudades...


Irei contar umas historias logo mais pra vocês...beijos